sábado, 4 de maio de 2013

Jorge Lemann VS Eike Batista.



Para começar gostaria de dizer que admiro o estilo de empresário de Lemann, que segue a lição de Warren Buffett que eu sempre tento me espelhar. Se um dia eu ficar Estupizillionário, quero ser que nem eles. Mas, quando você lê as notícias comparando Jorge com Eike, você vê muito mais sensacionalismo para vender matéria e a procura desesperada da mídia de um símbolo de sucesso brasileiro que realmente ensinar futuros ricos brasileiros em quem se espelhar. Vou explicar o porque:
Mostram como o Eike perdeu dinheiro e etc..., bom, ele conseguiu o dinheiro um pouco antes de 2008, por ser um excelente vendedor, nesse período, A Grécia era rica, a Espanha era rica, os EUA estavam dando casa de graça para Pobres americanos de tanto dinheiro que tinham, Após 2008 Eike perdeu muita grana, e a Grécia, Espanha e EUA quebraram, mas suas companhias de minas, energia e petróleo estão funcionando normalmente, a petróleo pode ser que não dê lucro até 2014, mas é a mina de ouro dele que faz ele ser um milionário a muitos anos, Eike tem o defeito igual ao de Lula, é movido a puxa-sacos, se alguém se aproxima dele e o elogia, ele faz o que essa pessoa “pede”, e não gosta de ouvir a verdade quando ela é ruim (nuca gosta de saber), ESSE são os defeitos dele, mas isso está bem longe de ser um fracasso, como vende as revistas.
Lemann é tudo aquilo que a revista diz, ele é realmente um empresário de sucesso, mas a revista não explica COMO ele ficou assim. Primeiro: ele é carioca, brasileiro, de nascença, mas é filho de Suíço, com criação de suíço, fez amizades em Harvard (EUA), atualmente ele mora é na Suíça, não há nada nele de brasileiro, um brasileiro criado no Brasil, tem mais chance de ser Eike que Lemann.
A revista mostra Lemann como um sucesso brasileiro que ajuda o Brasil, bom, tirando ele empregar os melhores administradores brasileiros, a ajuda dele acaba nisso.
A empresa(s) do Eike é(são) de capital aberto, assim, quando o Eike tem lucro, ou se dá bem, o aposentado brasileiro que comprou as ações da empresa do Eike, se dá bem também, mas a empresa de Lemann é capital fechado, quando a do Lemann se dá bem, só ele e os filhos dele se dão bem, você não ganha nem banana.
A empresa do Eike tem a sede no Brasil, ou seja, ele paga imposto e encargos trabalhistas que engordam o dinheiro do governo para pagar a saúde pública e o ensino público e etc... o Eike pagou o salário dos professores, se o dinheiro não chega no bolso do professor não é culpa dele.
A empresa de Lemann tem sede em Nova York, ele Não paga nada para o governo brasileiro, MAS o federal reserve (banco central americano) agradece bastante o sucesso do Lemann.
O Eike mora no Brasil, ele paga imposto de renda, dos 10 bilhões dele, como você sabe, 9 são do governo, Lemann mora na Suíça desde 1999, ele paga imposto de renda Lá! Não ajuda em nada o futuro do Brasil, e para terminar, ele está comprando empresas Americanas, ou seja, nem indiretamente ele ajuda a economia brasileira.
Então, é mais comum um brasileiro de sucesso ter os mesmo problemas e acabar escolhendo as mesmas soluções (ser amigo do governo e usar o BNDS) que o Eike fez, que ficar amigo do Warren Buffett e pedir ajuda DELE para comprar uma firma (solução típica de empresário de sucesso americano).
 (Francisco N de C Neto. 2013)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Produzir Jogos Brasil


A indústria de jogos eletrônicos (games) no Brasil tem um sério problema: Mão de Obra qualificada.
E isso só vai agravar, tornando qualquer investimento na área um risco muito maior que a chance de ganho. Vou mostrar porque:
Para se produzir games de maneira séria e competitiva com seus principais concorrentes (lê-se EUA, Europa e Japão) o empresário precisa de um grupo de profissionais que vai do roteirista criativo, o artista eletrônico ao programador orientado a objeto ou linguagem usada em produzir jogos (Java, Flash ou C++/#...) e outros como controle de qualidade e jurídico (para a tributação e etc, que no Brasil é alarmante).
Como estamos iniciando nesse seguimento, estamos atrasados em comparação a esses concorrentes em todos os setores dessa indústria, sendo então que os únicos diferenciais nessa etapa são "preço" (mão de obra barata) e criatividade (inventar algo que ainda não tenha). MAS o Brasil não possui mão de obra barata para isso, já que os únicos profissionais da base dessa industria (os programadores) são todos formados somente nas universidades.
É como se fossemos construir um edifício sem ter pedreiros e só ter engenheiros civis ! O custo do edifício seria absurdamente caro, fora que, como todos são engenheiros, todos querem dar palpite e mandar na obra, nunca ficando uma coisa boa (isso é fato).
Há sim, um bom numero de empresas americanas abrindo filiais aqui no Brasil, vale lembrar que o salário de um formado no Brasil equivale ao salário mínimo nos EUA, então, as empresas estrangeiras não estão perdendo nada, principalmente, porque pegam empréstimos em seus países de origem onde o juros é baixíssimo, nenhuma dessas vantagens o empresário brasileiro possui.
Atualmente o curso de game design nas Faculdades de São Paulo estão no seu 2 ou 3 ano, logo o mercado irá receber 40 Games Designers por ano.

Você usa 1 game designer POR GAME em produção numa empresa para ser líder de produção/criação daquele produto, mas esses profissionais serão absorvidos por quem ? já que as poucas empresas de jogos no Brasil são quase que familiares ? Na melhor das hipóteses há programadores em JAVA que fizeram cursos de especialização em SENACS da vida (cursos pagos), essas pessoas não querem viver de salário mínimo, não existe curso PÚBLICO em escolas TÉCNICAS de programação para formar a base da indústria, mas cursos de Pós graduação, eu conheço no mínimo 2, um em Florianópolis e um em Curitiba, com certeza a outros em São Paulo e Rio de Janeiro, para quê tantos pós graduados para uma indústria fadada à falência ou à estagnação ?
Quanto mais jogos de péssima qualidade e de alto custo o Brasil ficar produzindo, mais difícil será para no futuro o mercado de jogos brasileiro ter projeção no mundo.
Isso já aconteceu com a Indústria em quadrinhos, existem muitos artistas brasileiros de renome no mundo, todos eles foram para o exterior para PODER fazer suas revistas, pois no Brasil, não tinha condições custo/ganho.
Já calculou o custo na vida do país ? quanto se perdeu com a exportação desses empresário ? quantos empregos e imposto perdido ? Muitos delinqüentes de hoje poderiam estar empregados, produzindo quadrinhos e desenhos animados (não é só de artistas que vivem essas indústrias).
A culpa disso tudo ? Nós ! Por deixar uma classe política incapaz decidir onde nosso dinheiro deve ser investido, e achar realmente que dinheiro cai do céu e que pode-se conseguir coisas sem trabalhar ou planejar.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Disciples 3


Sou um fã confesso do Disciples 2, mais ainda com a expansão elfos.

Mas quando vejo o jogo Disciples 3, me pergunto porque a Akella Studio/Kalypso Media não contrataram um Game Designer e fez testes prévios COM jogadores do Disciples 2 ?

Pense comigo: O D2 tem 5 raças "jogáveis" (Clã, Empire, Horde, Demons, Elves), mas no D3 só pode-se jogar com 3... é que nem esperar o Starcraft 2 e quando ele sair só poder jogar com os humanos e mais NADA.
Numa continuação, você pode colocar MAIS raças jogáveis, mas NUNCA diminui-las, eu por exemplo gostava da Undead Horde e meu desapontamento é grande no D3.

O D3 é legal ? Se você está perguntando sobre imagens, ele está Muito bonito, com os personagems muito bem modelados e animados, infelizmente o bom gosto diabólico no D2 se perdeu no D3, a raça demônio (uma das três jogáveis do D3) ficou feia, de feia mesmo... Tiraram as asas do líder mago e puseram no thief, entre outras asneiras.
Um dos pontos legais dos elfos era que a tropa de frente era formada por Centauros, no D3 você contrói o "Centaur Stable", mas não faz centauros são todos elfos montados em cavalos... muito triste.
Isso quer dizer que além de tirarem duas raças legais do jogo eles estragaram outras duas.

O novo sistema de combate eu aprovei, parecido com o do heroes of might and magic, um tabuleiro e os dois grupos se confrontando, com deslocamento e area de efeito, legal, mas.
Em ambos os jogos (D2 e D3) as unidades evoluem, a unidade de cura élfica começa uma porcaria curando uma quantidade mínima de hp, a medida que evolui ela aumenta a área de efeito e o hp curado, no D2 ela curava x hp e ainda concedia um "ward" de fogo ou ar, muitíssimo necessário.
No D3 você tem que escolher se vai curar ou conceder o "ward". Para piorar, Se qualquer líder ganha algum poder ao subir de nível, por exemplo "extra attack" no qual você deveria ganhar um ataque extra, vc na verdade não ganha... funciona assim: Meu líder thief esta de frente com o seu alvo, eu posso fazer 1 ataque por round nele, SE eu escolher o poder "extra attack" eu não posso atacar nesse round (porque ativar o poder custa o ataque desse round) para no próximo round fazer 2 ataques seguidos... no D2 quando uma unidade ganhava ataque extra, ela fazia 2 ataques por round !!!! no D3 virou poder inútil.
Isso por exemplo tornou a raça Demônio ultra dificil de jogar no D3.

Mas o pior é a quantidade absurda de BUGs que infestam o D3.
Aqui neste site (Segment Next) tem uma lista detalhada dos bugs e sugestões para evitar alguns (já achei quase todos os bugs da lista).

Então temos uma muito esperada continuação de "franquia" que conseguiu somente 1 coisa comigo, Re-instalei o Disciples 2 - elves e voltei a jogá-lo para matar a saudade.
O D3... só é lindo visualmente, com poucas idéias boas que não salvam a enxurrada de erros de concepção (além dos bugs).
Se tivessem SOMENTE melhorado o visual do D2 para o D3 e não mudasse mais NADA teriam acertado mais... Se tivessem só melhorado o visual e implementado o combate de tabuleiro e mais NADA, teriam acertado... Se tivessem só melhorado o visual, implementado o combate de tabuleiro e implementado o sistema de Nodes/Guardião, sem bugs e MAIS NADA !!! eu teria dado 10 no jogo.
Mas eles tinham que matar 2 raças, estragar as outras duas e entupir o jogo com bugs...
Maldita Akella Studio e Kalypso Media.

sábado, 29 de maio de 2010

Magia e Tempos Modernos


Um dos piores entraves para um envolvimento melhor dos jogadores com o mundo de rpg é a banalização da magia. Ocorre muito isso hoje em dia, ao ler sobre os itens mágicos dos livros de rpg e das magias é dificil não ver de onde veio a idéia, bolas de cristal -> câmera de segurança (tem no D&D), Bote dobrável -> Bote inflável, magias de comunicação -> celular... e assim vai.

Ocorre que tanto o mestre quanto os jogadores começam a ver a magia como a tecnologia do mundo que jogam, dae fica dificil mestrar o ambiente, como representar o medo dos aldeões, ou o respeito que tem pelos magos, o mistério se perde na "magia ciência".

Eis o erro. A magia não é ciência nem em mundo de fantasia. Corrige-se isso ao corrigir a maneira de ver os itens mágicos e as magias de magos e priests.

Reintroduzindo o mistério:
Apesar de parecer que o mago/priest fica "estudando" a magia, não deve-se imaginá-lo como cientista e sim como "usuário".
Exemplo: O mago aprende a fazer um "fireball", ele o faz seguindo um grupo de instruções, assim como o Balconista de loja de fotografia segue a sequência de clicks de mouse no Photoshop para retirar o reflexo vermelho dos olhos dos clientes. Nesse exemplo ambos conseguem o que querem usando Photoshop-Magia, mas o balconista não sabe nem de longe COMO o Photoshop FAZ para tirar o brilho vermelho.
Assim: o Mago de RPG é o cara que quer aprender a USAR a magia para FAZER algo, e não o Cientista que quer aprender COMO a magia FAZ algo acontecer.

Exemplo 2: Um aldeão está doente e o priest cura com a "reza" "cure disease".

Maneira errada de ver esta cena: O aldeão tem uma doença "Bacteriana, fungo ou vírus" (seres naturais microscópicos que não se vê) e o priest cura usando a magia anti-bacteriana que mata os vermes.
Maneira correta de ver a cena: O aldeão está sofrendo a maldição do deus das pestilências que usa seus servos demoníacos invisíveis para causar sofrimento e morte e o priest reza para o seu deus protetor para mandar seus servos do bem para lutar pela saúde do aldeão.

A Ação é a mesma, mas o mistério e o sobrenatural foram preservados, permitindo um ambiente de ignorância medieval típico desses mundos de rpg.

Então os humanos (NPCs e Jogadores) desses mundos de magia devem apenas conhecer os procedimentos para fazer algo acontecer com magia, quem conhece o Porque e Como funciona a magia são as entidades sobrenaturais (demônios, anjos e Deuses), explicando muitas coisas no sistema de magias, incluindo a capacidade desses seres de fazer magia a vontade, e preservando o mistério e o respeito por eles, afinal porque um mago invocaria um ser desses, senão para, aprender a usar uma nova ferramenta do Photoshop-Magia.

Preserve o "criacionismo" no rpg, MAS somente no rpg... por favor.